Sem crise! Empresas de diferentes áreas dentro do mesmo segmento contam como vem se destacando ao longo de 2016

1 09 2016

Crise é um dos termos mais falados nos últimos tempos. Mas, com todas as inúmeras dificuldades encontradas por gestores de todos os segmentos, cada vez mais a criatividade e o planejamento têm se tornado palavras-chaves para driblar esses obstáculos e conseguir um crescimento significativo. Como se aproveitar de tempos tão economicamente instáveis para reverter a situação e prosperar? Pois acredite, há diversas empresas e instituições que estão conseguindo se destacar nesse cenário.

O carnaval, por exemplo, é um setor que consegue, ano após ano, lidar com contratempos diversos e apresentar resultados positivos. Seja através das escolas de samba, seja através de empresas privadas que atuam nesse segmento. E olha que estamos falando de um setor que não é foco o ano inteiro, mas que sim, produz, gera emprego e renda durante todos os meses, estando ou não nos holofotes da folia.

Criado há 12 anos, o Ateliê By Izaquis é um exemplo de como o mercado se transforma e como é importante se manter atualizado às novas exigências: “Começamos fazendo uniformes e entramos para o mercado do carnaval fazendo figurinos em quantidade, que são as fantasias de alas. Confeccionamos para teatro e hoje nos especializamos em figurinos masculinos e femininos, com e sem pedrarias. Ou seja, estamos entrando cada vez mais na moda e investindo também em figurinos para o dia a dia das pessoas do samba”, explica o sócio e Diretor Financeiro, Wallace Safra.

Fator emocional ainda é o que mais move o consumidor

Fruto do projeto de um sambista apaixonado, o designer e empreendedor Igor Leal, criou uma grife de roupas que exalta o amor do carioca pelas suas escolas, a D’Samba, que hoje é referência no mercado. Ele conta que o público quer se identificar com as peças: “O nosso produto mexe com paixão e paixão não tem crise. Me prendi a isso e na criatividade das peças para atrair o público. A ideia era ser a marca oficial do sambista e dele ter orgulho em usar a marca, transformando o samba em moda”, ressalta Igor que hoje conta com sete lojas pela cidade.

Wallace Safra, do Ateliê By Izaquis, também acredita que é na identificação do cliente com o produto que a satisfação acontece, assim como a fidelização desse público: “Acreditamos muito em um bom atendimento, aliado a qualidade e bom preço. A pessoa chega com uma ideia, nós fazemos o projeto e tentamos entender o que ela quer. Assim, no resultado final, ela leva a peça satisfeita sabendo que está vestindo exatamente o que ela idealizou”.

Mas, como gerir uma instituição que lida diretamente com a essa paixão do torcedor? É o caso da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do carnaval carioca e que leva multidões por onde passa. A agremiação vinha passando por um período conturbado e de carnavais difíceis, mas nos últimos três anos vem conseguindo se reestruturar e almejar resultados importantes, voltando a disputar o favoritismo ao título.

Uma das medidas pensadas nessa reestruturação foi a união dos componentes e uma série de novas medidas: “A Portela enfrentou nos últimos carnavais duas grandes crises, essa do mundo, comum a todos, e outra específica, que veio de uma vitória eleitoral que herdou uma dívida de 12 milhões de reais da gestão anterior. E ela se organizou nesse sentido: em fazer uma quadra rentável, com muitos eventos, uma feijoada competitiva e isso aconteceu. Tivemos seis meses para fazer o primeiro carnaval e podíamos ter vencido. E assim vem sendo nos últimos três carnavais”, destaca Luís Carlos Magalhães, vice-presidente da azul e branca de Madureira.

Planejamento e criatividade: flexibilidade para mudar

“A crise não tem como esconder, mas teve muito estudo em nosso planejamento para que ela não nos atingisse”, conta Igor Leal, da D’Samba. O dono da marca já pensa em algumas reformulações para manter o ritmo crescente no próximo ano: “Vou abrir novos pontos de loja para novos consumidores e vou lançar a próxima coleção ‘A Essência do Samba’”, aposta Igor.

Para Wallace Safra, a aposta também é de expansão: “Vamos manter as mesmas ações e tentar aumentar a estrutura, de forma cada vez mais confortável, sofisticada e acessível”, conta, ressaltando que o espaço é dividido entre um show room para receber os clientes e a oficina. O Ateliê recebeu o Prêmio CJ Carnaval de Empresa Revelação dentro desse segmento.

Na Portela, planejar, repensar e reaproveitar são as palavras de ordem: “Contamos com a extrema criatividade do nosso carnavalesco (o premiado Paulo Barros) para reaproveitar e reciclar materiais, sem perder a qualidade e o bom gosto. Além do diálogo e da vontade de fazer. E para isso é necessário uma equipe forte e é isso que faz a diferença na Portela”, ressalta a direção de carnaval da escola que resume: “Vai melhor quem souber administrar melhor a sua crise”.

Angélica Zago

Foto: Kailani Guimarães


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